terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Vibrações Positivas para 2009

A morte de um blog é necessária?

Toda idéia precisa ser cultivada, analisada, melhorada e é assim que vejo esse pequeno conjunto de textos. O Gente da Pior Estirpe vai parar por aqui para voltar em nova roupagem.

Quero dedicar mais tempo à esse trabalho que considero essencial para minha vida. Expor idéias, espalhar o hábito de pensar! Tenho algumas coisas em mente mas adianto que o novo blog terá vídeos que acredito ser interessantes. A grande maioria em inglês mas com legenda em português. Ah, vou tentar algumas parcerias com alguns seres pensantes do Brasil e do mundo. Em 2009 começo a estudar filosofia no Claretiano. Uebaaaaaa!

Para terminar um pequeno texto sobre o que foi esse blog que acaba de acabar, rs.

O ano de 2008 foi um ano sensacional pra mim. Tenho 35 anos, sou paulistano, casado e muito curioso em relação ao Universo. Confesso que tudo começou com uma dúvida sobre o espermatozóide: como ele consegue carregar tanta informação? Um pulo para: qual foi o primeiro Homem na Terra? Antropogênese, genética, epistemologia, astrobiologia e tantos outros conceitos foram por mim visitados. Comecei o ano de 2008 acreditando em Deus de uma forma diferente mas um pouco de informação bastou para acreditar que o Universo é muito mais sensacional do que qualquer Deus criado pelo Homem. Percebi o quanto é difícil para as pessoas (me incluo) perceber que o bem e o mal estão dentro delas mesmas.

E não acredito no merecimento por uma razão muito simples. Merecer implica atos bons. Se o bem e o mal são relativos, consequentente o conceito de merecimento também não existe. Deu pra entender? "Fulano merece", ouve-se constantemente. Merece por quê? Porque é bom? Porque faz o bem? É 'legal'? São conceitos bastante relativos. Isso é muito ligado à religião, resquício de algo antigo. Muito ligado ao conceito de 'pecado', quase sua antítese.

O que é ser bom? É ajudar as pessoas? Poxa, mas se o bem é relativo. Dessa maneira o merecimento não passa de algo também muito relativo. Mesmo assim... vamos adiante. A pessoa faz o 'bem', ajuda as pessoas, dá o dízimo pra caridade, etc... nada disso tem valor funcional (segundo minhas pesquisas) se ela vibra negativamente. Como assim?

Tudo é vibração, a vibração positiva esta sim é um fator importante!

Faça um teste você mesmo(a)!

Lembre das pessoas mais negativas que você conhece, veja o que elas são, o que elas atraem.

Olhe para si mesmo(a)! Como você vibra? Você é positivo ou negativo? Acha que tudo vai dar errado? Não tem motivação pra nada? Não tem paciência com as pessoas? Hummmm... não adianta 'fazer o bem'... percebe como a coisa é mais profunda e depende única e exclusivamente de você?

Pessoas religiosas ou ditas evoluídas que vivem reclamando da vida, captam doenças o tempo todo, estão com dores aqui e ali, está tudo ruim, ai que saco, que dor, que vida, droga, hummm preciso doar o dízimo, mas essa bosta de fila no banco, hum, que saco, ave maria, cheia de graça, não me ajuda, ninguém me ajuda, onde está o gerente desse banco de boston?

Bom, é isso! Termino o ano acreditando em minhas vibrações e num mundo bem melhor (realmente bem melhor). Não da boca pra fora ou
em slogan de pseudo-religião ou qualquer coisa que o valha!

Hasta! ; ))

sábado, 20 de setembro de 2008

Darwin, a barata e o Homem

Interrompendo a série de auto-entrevistas, gostaria de comentar o comentário de uma grande amiga. Aliás, eu disse que o faria. Penso que seja uma interação de evolução contínua, sempre com o intuito de ampliar os horizontes.

Há uns meses, essa amiga minha (que tenho em meus pensamentos, sempre) me perguntou o que eu achava da teoria da evolução de Darwin. Na época não soube responder, meu interesse apontava na direção de conseguir o cliente que nos ajudaria a pagar contas atrasadas. Afinal estávamos ali por causa disso, meu foco era conseguir o tal trabalho. Isso aconteceu há uns meses, penso que seja incrível (no sentido pejorativo) não ter nada a responder a ela sobre o assunto.

Mas lembro-me que fiquei pensando sobre isso e acabei me esquecendo da questão. Não conseguia ver nada de diferente daquilo que costumava acreditar: que o Homem tinha sido criado por algum tipo de divindade superior... o que o tornou diferente de todos os outros animais. Porém conseguia imaginar como se antes do Homem todos os outros animais haviam sido criados numa tentativa de chegar ao que somos, hoje, o 'supra-sumo' da humanidade.

Para melhor explicar o antigo raciocínio, vou criar uma analogia contemporânea. Digamos que você trabalha numa empresa de arquitetura e que tem como meta realizar um projeto que será utilizado pelo contratante. É deixado claro que todos os seus colegas de trabalho (ou equipes) terão chances iguais para realizar o projeto mas que nenhum deles será descartado. Independente do resultado, o projeto será usado, daí a quantidade de espécies diferentes na Terra. Entre o Homem e a lesma há, inclusive, a inicial maiúscula. Porém há muito mais, algo mais complexo. Ou você acha que a lesma também se acha o centro do Universo?

Entre as complicações oriundas deste tipo de raciocínio está a pergunta: quem criou a barata? Existe ser tão desprezível no 'mundo superior' que tenha perdido tempo criando um bicho tão imundo e pavoroso como a barata? Hum, uma olhadela na história da Terra e veremos que a existência de dinossauros é comprovada. Será que o sumiço destas criaturas foi devido a algum 'recall' da empresa criadora? E não estou nem falando de nada que envolva teorias e/ou fatos comprovados sobre a nossa galáxia e as outras bilhões de galáxias neste Universo.

Pois é, pensava dessa maneira e tinha quase certeza de que o Homem havia sido construído do jeito que é por algum designer, muito a ver com a teoria criacionista. Mas fui percebendo que o ser humano não é tão perfeito assim. Imagine você comprando um microcomputador que funciona diferente de outro micro do seu amigo. Imagine vários microcomputadores agindo de forma diferente. Uns ligam, outros mais ou menos. Não! É algo inimaginável. Outro exemplo extraído das palestras de Richard Dawkins (volto a falar dele depois): se vários relógios Rolex contassem o tempo de forma diferente, uns não contavam, outros contavam muito, outros pouco. O dilema é parecido com isso.

O ser humano, tão diferente um do outro e ao mesmo tempo tão parecido, me revelou impossível de ter sido 'construído' de forma programada. Bom, algo a ver com a reencarnação também não me convence hoje. Mas volto a falar disso depois.

E... o tempo foi passando até que me deparei certo dia acordei com a seguinte pergunta: falando nisso, quem foi o primeiro homem da Terra? Adão? Nããããããããããããããão! Não existe cientificamente nada que consiga provar algo a respeito. Existem boas teorias, como a da evolução, de Darwin (aliás, a mais conclusiva!). De acordo com ele e, com a grande maioria dos biólogos, somos resultados do próprio ambiente. E tudo começou na água... Sim, porque o oxigênio era um veneno. Aliás, continua sendo. Quando temos a certeza absoluta que estamos vivendo, estamos morrendo. Curioso, mas é uma condição humana. Mais ou menos assim: se somos o que somos é por causa do ambiente. E isso envolve a física, as forças elementares.

Volto a falar disso posteriormente pois estou em meio a uma enxurrada de leituras e palestras sobre o assunto porém quero deixar claro que o conhecimento do Universo é o fator essencial para o auto-conhecimento, seja ele de qual forma. E conhecer a minha origem me faz respeitar ainda mais tudo que existe no Universo.

Onde está o elo perdido entre o chimpanzé e o primeiro Homem que pensou?

E que diabos isso tem a ver com o churrasco de domingo?

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Deus e o diabo na terra do nunca - Parte I

Não escrevo para o blog há 134 dias!

Cruel para os meus milhões de leitores ao redor do mundo que perderam a bússola da vida, o verdadeiro manual de boas maneiras diante das agruras da vida.

Preciso então dar um novo rumo já que, aparentemente, a tempestade passou. Agora vem a bonança e a necessidade de continuar com os dizeres, com o relato de meu ponto-de-vista desta experiência maluca.

Pra começar quero comentar meus posts antigos, reavaliar e reafirmar posições, alguma coisa mais madura e com mais embasamento. Uma entrevista comigo mesmo seria o ideal já que dentro de mim existem alguns tipos de personalidade. Quem pergunta é o sempre desconfiado, questionador e com um sentimento neutro diante da vida, quem responde é o investigador das coisas, que leva em conta várias posições para um mesmo assunto, que vê o outro e procura pensar de outras maneiras. Curioso e "inventador", improvisa o tempo todo. O "perguntador" é implacável, até cruel porém serve como uma espécie de ombusdman de mim mesmo.

Os posts são:
1. O grão de areia e o Universo - 24.03.2008
2. Um pálido ponto azul - 31.03.2008
3. Um peido no Universo - 05.04.2008
4. A possível grande verdade - 17.04.2008
5. O gato e o homem - 23.04.2008

Na entrevista quero resumir e comentar os posts antigos. Muito provavelmente vou ter que dividir a entrevista em duas ou três partes. Depois, volto com meus posts normalmente (e semanalmente).

Aliás, quem quiser comentar ou fazer questionamentos pode fazer que eu coloco aqui junto com o texto.

Entrevista

Parte 1 - 04.09.2008

1. Pergunta: Qual a base para seus estudos?
Cristiano: Me baseio hoje em filosofia, ciência e um pouco do que costumo chamar de visão transcendental das coisas. Quando a gente fica somente em coisas que existem e são comprovadas (no caso da ciência) ou pensadas (no caso da filosofia) deixamos um monte de outras hipóteses de fora. Um exemplo: o amor, a felicidade, a raiva e tantos outros sentimentos estão onde? A ciência não prova nada (ainda) em relação a isso muito menos a filosofia. Porém a filosofia ainda chega mais perto quando trata, principalmente, de ética e moral. Talvez, não sei. Preciso me aprofundar mais no assunto.Uma outra fonte de conhecimento e questionamento são os textos do Osho. São pensamentos simples que suscita mudanças profundas no dia-a-dia. Acho interessante ter esse caminho disponível quando as outras fontes não dão conta.

2. Pergunta: Pelo que pude perceber tua vida foi permeada de religiosidade, até que ponto isso é verdade?
Cristiano: Sim, é verdade. Cresci dentro da igreja católica, meus pais e avós eram muito católicos e acabei ficando por ali até uns 14, 15 anos. Tenho algumas lembranças estranhas desse tempo, outras nem tanto. Lembro-me do sentimento de paz que me invadia quando a missa de domingo terminava e voltava pra casa. Com o tempo percebi que esse mesmo sentimento de paz aparece sempre que termino uma obrigação ou alguma coisa chata de fazer, como lavar a louça, por exemplo. Se Jesus me acompanhava no caminho de volta ao término da missa, então ele também estava comigo quando terminava de lavar a louça. Ou seja, não precisava ir à missa para me sentir bem muito menos frequentar uma religião dessa estirpe. Uma questão simples de dever cumprido que nada tem a ver com religiosidade.

3. Pergunta: Pelo que entendi você vê na ciência e na filosofia caminhos possíveis para se chegar à verdade?
Cristiano: É muito relativo e tudo deve ser analisado com cuidado. Não disse que a ciência ou a filosofia (ou ambas) são caminhos certos porém vejo com muito carinho matérias relacionadas ao ser humano e ao Universo tratadas por estes ramos do conhecimento. Provavelmente existem mais apoios, tais como a psicologia e até mesmo a cosmologia (que não deixam de ser ramos da ciência). Na verdade, essas inúmeras nomenclaturas causam confusão. A idéia é só uma e o que suscita em mim a curiosidade: quem sou, de onde vim e para onde vou? Posso rebater o argumento usando a filosofia: por quê eu teria de ser algo, ir pra algum lugar? Por quê tudo precisa ter sentido? Não encontrei nem pista disso na igreja católica, nem no espiritismo ou qualquer religião que tenha esse sentido. Não dá pra simplesmente aceitar uma 'verdade', pronto e acabou. Quando isso acontece, a pessoa morre.

4. Pergunta: Você está dizendo que a felicidade e a vida estão no conhecimento?
Cristiano: Filosofando: mas o que é felicidade? E o que é conhecimento? Não posso dizer que o conhecimento traz mais felicidade ou não, nem o contrário mas vejo que podemos nos informar a respeito das coisas. Veja bem: alguém que não tem muito conhecimento de si mesmo ou do Universo é muito mais suscetível a aceitar qualquer idiotice que lhe jogam na frente. O que existe de bonito em alguém que se mata por alguma coisa que supostamente criou o mundo? (me referindo aos terroristas suicidas). É tão absurdo quanto afirmar que Moisés abriu o Mar Vermelho, que Jesus vai voltar 'dos céus' para levar seus fiéis com ele ou acreditar que existe papai noel e/ou cegonha. Quem criou deus criou o diabo, é simples. E hoje posso afirmar, não muito baseado em conhecimento propriamente dito mas em observação, que não existe nem uma coisa nem outra.

5. Você não pode afirmar que o mal não existe...
Cristiano: Claro que o mal existe, mas é apenas um conceito, assim como o bem. Se o próprio Homem assumisse que o mal está nele mesmo e não em um bicho chifrudo, feio e vermelho talvez o mundo fosse melhor. Isso serve também para o bem. O ser humano tem o poder de fazer o que chamamos de mal, claro. E também de fazer o bem. O problema é que quase nunca atribui-se ao próprio homem sua leviandade ou divindade. O que acredito que existe dentro do ser humano (entre outras coisas) é uma necessidade de descobrir sua essência. Por isso a necessidade da religião (ou religação). Para ilustrar um pouco essa idéia assista ao filme "Blade Runner", onde um andróide busca conhecer sua origem. Aliás, quando disse necessidade de religião quis dizer que o Homem procurou e procura respostas para sua origem, uma das características que o diferencia dos outros animais. Voltando ao assunto do bem e do mal, tudo seria muito mais fácil se aceitássemos que da mesma maneira que amamos, odiamos. Ou seja, tudo está dentro de nós mesmos.

(continua...)

quarta-feira, 23 de abril de 2008

O Gato e o Homem

Você já parou pra pensar mais profundamente sobre sua vida?

A grande maioria das pessoas nunca o fez. Trata-se não de pensar sobre as pessoas que conhecemos ou não, coisas que fizemos ou queremos fazer, situações na qual estamos e precisamos - ou não - de alguma solução e o trabalho. Ah, o trabalho é o setor de nossa vida que acaba tendo uma importância muito, mas muito maior do que deveria ter. Talvez eu consiga, neste momento, levantar algumas delas:

- dinheiro é sinônimo de felicidade > temos a impressão que ter dinheiro é sinal de riqueza, como se o simples fato de obter algo material pudesse preencher o vazio que sentimos. Se você não é um criminoso que consegue dinheiro de forma fácil e/ou ilícita ou não usufrui de herança ou qualquer outro tipo de renda não oriunda do trabalho, vai precisar trabalhar. E o trabalho acaba consumindo você assim como qualquer outro tipo de droga.

Abro aqui um parênteses sobre um tema que acho interessantíssimo e que quero voltar: os mendigos e todo aquele povo que, por um motivo ou outro, não está na roda da fortuna.
Os Mentchorrais que o digam. - Se viver serve só pra ganhar um pedaço de papel que as pessoas acreditam ter algum valor eu não concordo, sou contra desde que nasci!Poderia dizer o mais consciente dos mendigos.

O que estou fazendo aqui? Por que eu tenho consciência de quem eu sou? Será que poderia ter mais consciência das coisas? Do que se trata a morte? Minha vida resume-se somente a dormir, trabalhar, namorar, se divertir? Por quê as pessoas, em sua grande maioria, não são felizes? Mas o que é ser feliz? Deus existe? Se existe quem garante que ele seja bom ou quer que a gente seja? E se Deus não existir, como o Universo foi criado, ele existe ou tudo trata-se de uma ilusão? Até que ponto o sexo é bom? ou ruim? Preciso mesmo acordar todos os dias bem cedo e trabalhar bastante? É esse o sentido de minha vida? Se não é porque a sociedade nos empurra numa direção errada? E o que seria o certo?

E sobre as outras espécies? Passo horas observando meus gatos e tenho certeza de que eles não sabem o que somos. É óbvio e não quero chover no molhado. Onde quero chegar é que nós também, muito provavelmente, não sabemos nosso papel. A diferença é que nossa pretensão nos cega... mas acredito muito no equilíbrio.

A gente nasce e, durante um bom período de nossa vida, não temos consciência de nada. É como um gato que citei acima, que vive por instinto. Nossa infância é permeada de experiências que vão determinar o restante de nossa vida. E quando a gente é criança não pode-se dizer que tenhamos consciência das coisas. Sendo assim, como a gente pode dizer que hoje temos consciência? Muito provavelmente devem existir outros níveis acima da gente e a hora que chegarmos nele vamos ver o quanto éramos inconscientes. É o mesmo que olhar pra nossa infância. Olhe e me diga: você tinha consciência do que você fazia?

Agora imagine uma sociedade inteira feita por crianças: dos altos executivos, passando por todos os políticos que nos regem, pelos loucos das bolsas de valores, pelos vendedores de pastel, pelas prostitutas, pelos cidadãos em geral. Imagine o caos que seria se todos os valores fossem infantis. Imaginou? Pois é mais ou menos isso que estamos vivendo. E é por isso que, uma ínfima parte da humanidade, se sente excluída, triste ou injustiçada. Ainda estamos engatinhando mas algo nos faz sentir extremamente certos e donos da razão. Mas eu posso afirmar, pelo mesmo raciocínio acima, que a grande maioria dos seres humanos, não usa um décimo do que poderia.

Bão, na próxima semana quero falar sobre os medos. O medo de barata, de avião, meus. E o medo da não existência de Deus, da grande maioria da humanidade. Hasta.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

A Possível Grande Verdade

Acho válido trazer para o dia-a-dia as teorias e/ou lições encontradas nos livros, nos filmes ou vídeos, na experiência de outros seres e principalmente conclusões próprias obtidas com esforço do pensamento ou não - sejam elas de ordem científica, filosófica, teológica ou qualquer estudo acerca do ser humano e do Universo.

Volto à pergunta: de quê adianta saber que existe outras formas inteligentes de vida no Universo se continuamos a levar o mesmo tipo de vida aqui na Terra?

Devo fazer aqui uma confissão: me dei conta por esses dias que sempre desprezei algumas das matérias chamadas biológicas - a saber: biologia, física e química - porque de algum modo rejeitava tudo que fosse exato e cético. Eu cresci dentro da igreja católica e fiquei por lá durante quase quinze anos.

O que me atingiu deve, certamente, atingir muita gente, principalmente no Brasil onde a religião católica encontra milhões de adeptos. A questão: se Deus criou, tá criado. Pra quê estudar algo que poderia ser inventado por aqueles que não crêem em Deus? Ha.

Curioso. Hoje penso e acredito piamente que o Universo em expansão é lar de milhões de outras civilizações. E tem teórico (como Andrei Linde, físico russo) que acredita que existe a pluralidade de universos. Já imaginou? Vou falar mais sobre isso posteriormente.

Voltemos a descoberta de vida além da Terra. Quais as implicações que esta descoberta traria pra humanidade?

Hoje, no começo de minhas pesquisas, pode levantar algumas questões:

- poderíamos deixar de nos sentir o centro do universo > porém acredito que existe muita gente que vai ser contra e vai dizer que é obra do diabo (?!);

- as religiões poderiam perder o poder que exercem nos homens (essa é uma questão polêmica que gostaria de levantar novamente - pelo menos mais umas trinta vezes) > dificílimo, pois isso traria revolta e muita, mas muita gente mesmo iria pras ruas dizer que Deus existe e que Jesus vai voltar e esse tipo de coisa, volto a falar sobre isso posteriormente - ah, vou acabar sendo
crucificado por causa disso, ha.

- Deus (esse deus que a gente tanto ouve falar) também criou outras civilizações em outros planetas? e se criou porque nunca 'seus filhos diretos' - entre eles, Jesus Cristo, Maomé e Moisés - nunca nos disse nada a respeito? Mesmo nas simbologias, não há resquício de que sabiam da existência do Universo (galáxias, outros planetas, etc).

Sendo assim poderíamos concluir que Deus criou apenas a Terra (mesmo assim sabe-se que a grande maioria dos cristãos acredita piamente que nosso planeta tem apenas 5 mil anos de vida)!!!.

Uau.

O negócio é fingir que tá tudo bem e ir tocando a vida conforme der. Mas não. Não consigo me aquietar diante de tudo o que tenho descoberto. Tenho lido bastante, assistido a muitos documentários interessantes e não dá pra conceber que a gente é tão inconsciente de nossa origem, do que a gente é e do que seremos.

Eu sempre disse que, mais difícil do que evoluir, é conseguir conviver com aqueles que estão no caminho mas não dão sinais de que querem enxergar uma grande possível verdade. ; )

Até a próxima semana!

sábado, 5 de abril de 2008

Um Peido no Universo

"A galáxia da Via Láctea é uma dentre bilhões, talvez centenas de bilhões de galáxias, e não sobressai pela massa, brilho, ou configuração e arranjo de suas estrelas. Algumas fotografias modernas de exposição profunda revelam mais galáxias além da Via Láctea que estrelas dentro dela: ilhas-universos que talvez contenham centenas de bilhões de sóis. A imagem é um manifesto sobre a humildade".

É aí que se encontra, nesse mundinho - não necessariamente no sentido pejorativo - toda a arrogância e sentimento de superioridade do ser humano. Óbvio, já que, pelo que consta, seres humanos só existem no planeta Terra. O sentimento de superioridade que muitos de nós temos para com nossos semelhantes aplica-se também ao 'resto' do Universo. Poderia-se levantar a questão de que NÓS somos o resto do Universo já que estamos isolados na periferia da Via Láctea, onde o brilho das estrelas do centro dista milhões de anos-luz.

E onde está nossa humildade? Será a humildade oriunda da ignorância? Porque, pra mim, quanto mais conheço mais humilde me faço, porém para tudo existe um limite. "Se demonstrar humildade as pessoas podem achar que eu não sei'.

A certeza burra gera a impressão de segurança e, consequentemente, que mesmo a pior das idiotices é correta. Existe aí um paradoxo! Seguindo a linha de raciocínio posso dizer então que tudo é relativo a alguma coisa. Ou sempre alguma coisa é relativa a outra coisa. Humildade, como qualquer tipo de sentimento ou comportamento, só é humildade se existe a outra parte. Se a gente pensar que a Terra é um cocozinho no Universo e que nossa vida é um peido devemos ser realmente humildes. Porém se imaginarmos que nosso conhecimento faz diferença na hora de conseguir um emprego bom nesse planeta azul, nossa referência é outra.

O que tem a ver eu com tudo isso? O que tem a ver você com tudo isso? Essas evidências não te causam nenhum tipo de sentimento? Se existem bilhões e bilhões de planetas, posso acreditar que possa existir vida em alguma parte deles. E como seriam estas civilizações? Será que um dia poderia vir a fazer algum tipo de contato ou até mesmo, numa hipótese remotíssima, conhecer estes mundos? Provavelmente não nesta vida. Então por que isso serve para minha conduta de vida? Não será mais importante conseguir fechar muitos negócios e garantir um bom dinheiro para os próximos anos?

Amanhã mesmo tenho um compromisso, também depois e depois. Reuniões, metas, prazos, dinheiro, ansiedade, stress, cobrança, culpa e muito, muito medo. Conhecer minha limitação e insignificância no Universo deveria me deixar mais tranquilo já que tudo pode explodir a um segundo. Mas então o que me impele a agir como se fosse um macaco assustado? Provavelmente trinta e cinco anos de entendimento errado sobre minha vida e o Universo, meses e meses agindo como um boi que puxa uma das inúmeras carroças da sociedade. Cheia de mentiras, preconceito e hipocrisia, oriundas muito mais de preguiça de pensar do que necessariamente evidências.

Me pergunto o percentual de pessoas que tem idéia da existência do sistema solar, da nossa galáxia (ou de galáxias), planetas. Por que é mais fácil acreditar em leis enviadas supostamente por Deus do que em evidências científicas? O ser humano é curioso. O texto acima vem também do livro "Um Pálido Ponto Azul", do Carl Sagan. É o primeiro que coloco aqui para análise, serve de apoio para meus pensamentos acerca do Universo. Tem na lista Jung, Osho, Einstein, Dawkins, Platão e por aí vai...

Conhecer o Universo, conhecer o Homem, conhecer o átomo e todas as suas variações que consigo entender me liberta e deveria libertar a todos. Então por que raios que ainda me mantenho puxando a carroça da ignorância? Agora é hora de mudar de atitude e começar a se entender, olhar no espelho e perceber que ao mesmo tempo que sou um micróbio posso ser divino ou qualquer coisa dessa estirpe.

Este blog serve para fazer pensar.

- pensar > sentir > agir > mudar

Em breve, melhorias:

- lista de livros interessantes;
- lista de pessoas que mandaria para o cosmos para representar a Terra;
- dicas de filmes;
- links de gente pensante e tudo que um blog permite!

Até a próxima.

segunda-feira, 31 de março de 2008

Um Pálido Ponto Azul

Queria começar, nesta semana, com um pequeno trecho do livro "Um Pálido Ponto Azul", de Carl Sagan, publicado em 1994. Pra quem não conhece, Carl Sagan (1934-1996) foi astrônomo, astroquímico, astrofísico, etc etc etc mas o mais importante é que foi um ser humano consciente de sua ínfima participação no Universo, o que lhe facultava plenas condições de responder pelo nosso planeta Terra, caso necessário. O livro em questão discorre sobre o que o planeta Terra representa para o Universo, de longe é apenas um pequeno pálido ponto azul, o que dizer dos seres que o habitam?

"Olhem de novo para o ponto. É ali. É a nossa casa. Somos nós. Nesse ponto, todos aqueles que amamos, que conhecemos, de quem já ouvimos falar, todos os seres humanos que já existiram, vivem ou viveram as suas vidas. Toda a nossa mistura de alegria e sofrimento, todas as inúmeras religiões, ideologias e doutrinas econômicas, todos os caçadores e saqueadores, heróis e covardes, criadores e destruidores de civilizações, reis e camponeses, jovens casais apaixonados, pais e mães, todas as crianças, todos os inventores e exploradores, professores de moral, políticos corruptos, "superastros", "lideres supremos", todos os santos e pecadores da historia da nossa espécie, ali – num grão de poeira suspenso num raio de sol.
A Terra é um palco muito pequeno em uma imensa arena cósmica. Pensem nos rios de sangue derramados por todos os generais e imperadores para que, na glória do triunfo, pudessem ser os senhores momentâneos de uma fração desse ponto. Pensem nas crueldades infinitas cometidas pelos habitantes de um canto desse pixel contra os habitantes mal distinguíveis de algum outro canto, em seus freqüentes conflitos, em sua ânsia de recíproca destruição, em seus ódios ardentes.
Nossas atitudes, nossa pretensa importância, a ilusão de que temos uma posição privilegiada no Universo, tudo é posto em dúvida por esse ponto de luz pálida. O nosso planeta é um pontinho solitário na grande escuridão cósmica circundante. Em nossa obscuridade, em meio a toda essa imensidão, não há nenhum indício de que, de algum outro mundo, virá socorro que nos salve de nós mesmos.
A Terra é, até agora, o único mundo conhecido que abriga a vida. Não há nenhum outro lugar, ao menos no futuro próximo, para onde nossa espécie possa migrar. Visitar, sim. Goste-se ou não, no momento a Terra é o nosso posto.
Tem-se dito que a astronomia é uma experiência que forma o caráter e ensina humildade. Talvez não exista melhor comprovação da loucura das vaidades humanas do que esta distante imagem de nosso mundo minúsculo. Para mim, ela sublinha a responsabilidade de nos relacionarmos mais bondosamente uns com os outros e de preservarmos e amarmos o pálido ponto azul, o único lar que conhecemos."

O quanto faz bem para mim, saber a existência de milhares de galáxias, bilhões de planetas. Saber que a Terra pode sumir num segundo. Tudo isso passa a ter um significado quase inexistente em relação ao que tenho, ao que pareço ou ao que aparento ser mas torna-se imenso em relação a minha existência no Universo enquanto fagulha errante imortal (s.i.c.).

Entre a mais longínqua galáxia e a menor corda (segundo a teoria das cordas) estão as respostas para minhas questões. Vou procurar aqui e ali, identificar e catalogar - para consultas posteriores - todos os meus passos nesse sentido.

Sagan me presenteou com estas idéias e repasso o presente a todos que queiram. Imagino que o trânsito caótico de São Paulo (e das grandes cidades) e toda a correria contra nós mesmos passe a ter um significado bem menor que o necessário. É o meu desejo mais profundo nesta segunda-feira com cara de quarta-feira morna.